Caso 2:
Senhora, aproximadamente 55 anos, casada, trabalha em um Trailer ajudando o marido a noite em funções diversas.
Hipertensa leve, diabética (em uso de metformina).
Última consulta: ITU em acolhimento.
"Doutora, há 2 meses estou tendo dores insuportáveis a noite. Uma dor em formigamento que atinge a ponta dos dedos e me faz acordar no meio do sono. Foi ao PA, o médico disse que o caso era pra ortopedia.
Lá ele me disse que o problema era de "nervo" e que não tinha cura. Tenho que tomar remédios para sempre."
Prescrito: Gabapentina 300mg/bid e tramadol, sem melhora do quadro.
Exame neurológico: sensibilidade simétrica e preservada, força preservada. Sem hiperemia, edema nos dedos, mão e punho.
E eu: ... e a diabetes?? quem sabe não é hipopotassemia?? pediu algum exame??
Nenhum... Mas que parestesia é esse que acorda a pessoa no meio da noite?
Diferente...
Pedi os exames mas ainda estou intrigada...
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Coming back!
Coming back do Congresso de MFC.
Coming back para o blog.
Achei que não daria certo, não sei se vai dar...
Mas é simplesmente mágico o que acontece quando se olha nos olhos e a gente tenta entender o que se passa com um pobre coração.
Caso 1 do dia:
67 anos. Sexo feminino. Casada. 8 filhos. Moram ela e o marido em casa.
Terceira paciente do "acolhimento".
3o atendimento da paciente comigo.
Queixa desde o primeiro dia (sempre acompanhada do marido):
"Passando muito mal, dores de cabeça, dores no corpo". Eu: "Hummm...?"
"Também estou muito nervosa, minha vizinha está me deixando louca com os galos dela. Eles cantam o dia inteiro, não consigo desse jeito". Eu: "Hummm..."
Marido (senhorzinho mais calmo e fofo do Brasil): "Doutora, ela anda muito nervosa mesmo. As vezes elá dá umas crises, fica tremendo e desmaia..."
Eu (***desespero***): "Mas quando isso começou?"
Os dois, após consenso: "Há uns cinco anos... Começou depois que a vizinha começou a fazer uns 'trabalhos' contra mim".
HUMMM... "Mas me conta mais, D. ###?" (eu sempre: conta mais, mais, mais...)
Paciente: "E quando eu rezo e falo: 'Aleluia', os galos me respondem de volta: 'Aleluia"!"
Eu: HUMMMM (??!?!?!??!!?)
Paciente: "Eu eu vejo rostos na parede que me chamam as vezes" - e os dois mega envergonhados...
Marido: "E, doutora, eu fico procurando e não vejo nada."
Resumindo: Consulta centrada na pessoa, te amo!
Problema: alucinações em idosos >> Trabalho a frente!
Aceito ajuda!
Coming back para o blog.
Achei que não daria certo, não sei se vai dar...
Mas é simplesmente mágico o que acontece quando se olha nos olhos e a gente tenta entender o que se passa com um pobre coração.
Caso 1 do dia:
67 anos. Sexo feminino. Casada. 8 filhos. Moram ela e o marido em casa.
Terceira paciente do "acolhimento".
3o atendimento da paciente comigo.
Queixa desde o primeiro dia (sempre acompanhada do marido):
"Passando muito mal, dores de cabeça, dores no corpo". Eu: "Hummm...?"
"Também estou muito nervosa, minha vizinha está me deixando louca com os galos dela. Eles cantam o dia inteiro, não consigo desse jeito". Eu: "Hummm..."
Marido (senhorzinho mais calmo e fofo do Brasil): "Doutora, ela anda muito nervosa mesmo. As vezes elá dá umas crises, fica tremendo e desmaia..."
Eu (***desespero***): "Mas quando isso começou?"
Os dois, após consenso: "Há uns cinco anos... Começou depois que a vizinha começou a fazer uns 'trabalhos' contra mim".
HUMMM... "Mas me conta mais, D. ###?" (eu sempre: conta mais, mais, mais...)
Paciente: "E quando eu rezo e falo: 'Aleluia', os galos me respondem de volta: 'Aleluia"!"
Eu: HUMMMM (??!?!?!??!!?)
Paciente: "Eu eu vejo rostos na parede que me chamam as vezes" - e os dois mega envergonhados...
Marido: "E, doutora, eu fico procurando e não vejo nada."
Resumindo: Consulta centrada na pessoa, te amo!
Problema: alucinações em idosos >> Trabalho a frente!
Aceito ajuda!
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